Nome : Sirlara Wandenkolk .
Idade: 16
Cor: Verde
Estranhice: [A Porta Do Sossego]³
Pedro Saad .
Fidu (Frodo)
Mi.lá
Dani
Dinha
Gi!
UaM (Mau)
Túlio
Kingu (Kinder.Ovo)
pH (Lepre)
Kall
Alexandra
Ivan
Wagner
Bê
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Maníaco do Pinheiro
A noite já se misturava com o dia, o relógio já badalava a entrada do novo século, era meia noite e Jenrry estava finalizando a matéria que publicaria na Spokie que seria um dos assuntos para as TVs sensacionalistas por longo tempo. Seu corpo já estava frio e suas costas doíam muito, quando, por fim, escreveu com letras grandes: 31-12-1999 – O Maníaco do Pinheiro.
Jenrry sempre adorou sua vida de jornalista, com as notícias mais macabra que pudera ver, mas aquela era de arrepiar os pelos e admitira ser a pior para se começar o novo século. Salvou os arquivos no Word, desligou o computador e sussurrou para se mesma. Missão comprida. Dirigiu-se para o quarto já se despindo pronta para tomar o tão esperado banho, afinal, não é muito bom ter um dia daqueles logo no reveillon. Ao entrar na ducha Jenrry pode sentir a água escorrendo pelo seu corpo e levando as imagens que se recordava aos poucos. Que crime cruel, meu Deus. E ia se lembrando do corpo desfigurado e os cabelos perfeitamente cortados curtos. Lembrando de como a jovem Any era bela, uma loira de lindo corpo, olhos claros... Simplesmente perfeita.
Ao sair do banho teve, pela primeira vez, uma sensação de medo. Seu apartamento parecia escuro e vazio foi então que escutou tesouradas em seu jardim. Não pode ser, o maníaco? Sacudiu a cabeça tentando voltar à realidade vendo em cima do criado-mundo a foto de seu noivo, Neil, e lembrando-se de como era feliz com ele, de como riam quando estavam juntos e de como a palavra saudade se vazia viva. Pegou os lençóis, arrumou a cama, vestiu a camisola preferida do Neil e se deitou na cama desejando mais uma vez que estivesse enrolada nos braços do seu amado. Não bastou muito tempo para que caísse no mais profundo sono, mal sabendo que ao acordar de manhã seu jardim estaria arruinado.
Jack era um belo rapaz, branco, de cabelos grandes e lisos de cor castanha, adorava a natureza e decidiu, desde menino, que queria ser jardineiro. Sua mãe, a Sra. Baker, adorava o filho, era um rapaz educado, atencioso, mas nunca havia se interessado por garotas, era ele e suas plantas. Ela já tentara levá-lo ao psicólogo, mas de nada descobriram. Como de praxe, todo o natal, Jack era chamado pelos vizinhos e por várias pessoas que já conhecia o talento incomum do garoto com as plantas. O jovem arrumava os jardins e não cobrava, mas todos insistiam em pagá-lo.
Todos os natais de sua casa eram sempre divertidos, a Sra. Baker preparava uma deliciosa ceia e exatamente a meia noite eles colocavam a estrela no pinheiro impecável decorado por Jack, mas aquele natal tudo foi muito diferente.
– Jack querido, esta tudo pronto? – perguntou Sra. Baker.
– Claro mamãe, só falta a senhora! Estão todos ansiosos.
– Filho – começou ela – sinto muito orgulho de Deus ter me dado você.
– Ah mãe, pare com isso. Vamos? – disse o garoto sentindo que algo de estranho haveria naquele dia e se arrependeu de não ter dado um último abraço em sua mãe.
Estavam todos lá, tios, tias, primos e prima, vizinhos... E Jack se lembrou dos fios de energia que não havia protegido e que seria muito perigoso sua mãe tocá-los pois ela já tinha problemas de coração.
– Mãe, mãe! – gritou ele afobado – Espere!
– Não querido, todos os anos sou eu quem faz isso. – disse ela com aquele gentil sorriso.
Foi a última vez que Jack viu sua mãe sorrindo. Ele saiu feito louco e já mais ouviram falar do garoto que cortava plantas. Às vezes alguns boatos, mas nada mais que isso, exceto pelo estranho acontecimento de todos os pinheiros da pequena cidade serem cortados um dia antes do natal, e era quase impossível saber a hora, mas todos tentavam, de qualquer maneira, salvar a sua festa natalina.
Any conseguira salvar seu pinheiro, e estava muito contente, tanto que havia o deixado todo decorado depois do natal.
Tudo aconteceu na noite de reveillon enquanto Any retirava as decorações de seu pinheiro vitorioso quando vira aquele belo rapaz de cabelos lisos e longos.
– Olá moça. – disse Jack assustado que como sua Any estava grande e linda.
– Olá! Você não é daqui, não é mesmo?
– Hmm, digamos que não sei.. – disse ele forçando um sorriso.
– Que curioso, eu tenho a impressão que o conheço de algum lugar – Any sabia que o conhecia, mas não estava se lembrando de onde.
– Posso ajuda-la?
– A tirar as decorações?
– Sim.
Rapidamente Jack correu sua tesoura com habilidade entre as plantas do quintal, deixando tudo lindo e em perfeito estado, mas quando viu aquele vivo pinheiro, não resistiu e o cortou como sempre faz com todos nas noites de natal.
– Mas o que você esta fazendo? Esta ficando louco!? – berrava Any tentando contê-lo.
– É para o seu bem, querida. Deixe-me! – insistiu.
– Jack!? – perguntou ela pasma vendo seu pinheiro junto à demais folhas.
– Sabia que você me reconheceria – Jack sorrio e tentando limpar-se e correu para dar um abraço em Any.
– Solte-me! Seu maníaco! – berraca inocentemente sem saber o que aquilo poderia fazer.
– Não estou te entendendo, eu iria me casar com você! Você me amava, Any. – disse ele insistindo em seu abraço.
–Eu nunca te amei, eu apenas era legal com você. Solte-me ou gritarei – e por impulso ela batera em seu rosto.
Aquilo foi pior do que uma facada em seu coração. Depois da morte de sua mãe Jack só pensara em Any, de como ela era uma colega legal e de como ela poderia estar depois de todos estes anos. Sempre tentara encontrar sua casa, mas foram tentativas em vão e agora estava seu sonho ali, Any, linda como sempre, mas ela não o amava, ela talvez tivesse nojo dele esta idéia o doía muito. Sem que seu coração mandasse, Jack pegou amarrou Any, e começou cortando seus cabelos, suas vestes, e Any pensara que ele iria abusá-la e rezava, e chorava, mas a mordaça não a permitia gritar. Por fim Jack cortou seu corpo como fazia com suas plantas, com a mesma prática, paciência e talvez, o mesmo amor.
Obs.: E inspiranda nos contos do Frodo .. ;*
postado por // Laranjinha . às 1:50 PM
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